sexta-feira, julho 19, 2019
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Casas de câmbio já aceitam cartão de crédito na compra de moedas estrangeiras

Algumas casas de câmbio passaram a aceitar cartão de crédito na compra de moeda estrangeira de olho no turista que chega na véspera da viagem sem os recursos suficientes para a empreitada. É uma forma de atrair o cliente que não se planejou nesta época de volatilidade. A operação evita o risco da variação cambial e o custo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nas compras feitas com o plástico no exterior. Em breve, algumas casas também vão começar a ofertar a opção de parcelamento para esse tipo de compra, o que dá um pouco mais de flexibilidade ao comprador.

Cotação, GetMoney e DG Câmbio são três das corretoras que passaram a aceitar cartões de crédito com forma de pagamento para quem vai comprar moeda estrangeira. Os de débito já eram um meio de pagamento aceito há alguns anos.

Nesse tipo de operação, o cliente irá pagar com o cartão, em reais, o valor equivalente à quantidade de moeda que está comprando. Haverá um IOF com alíquota de 1,1% se o turista for levar moeda em espécie e de 6,38% se optar pelo cartão pré-pago de viagem.

Blum lembra, no entanto, que ao comprar com cartão de crédito, a casa de câmbio não irá dar nenhum desconto no valor da cotação, já que o pagamento com plástico tem um custo maior de operação (que é o cobrado pelas empresas que fazem o processamento da operação), em geral de 3% do valor da transação – esse custo não existe quando o viajante leva dinheiro e é de cerca de 1% se a opção for pelo débito.

— Vai sair mais caro, mas a questão é que eventualmente ele se apertou financeiramente e precisa da moeda porque a viagem está iminente. Dessa forma, ganha uns 30 dias para pagar — explicou.

A Cotação aceita cartão de crédito para o pagamento de compras nas casas de câmbio na rede desde o mês passado. Alexandre Fialho, diretor da empresa, afirmou que a vantagem é fixar a taxa de câmbio na data da transação, para pagar só no vencimento da fatura. Se ele usar o cartão de crédito no exterior para compras, irá pagar um IOF de 6,38% e o valor final do gasto vai depender da cotação da moeda no dia do fechamento da fatura.

— É uma opção ao cliente que tem até 30 dias para pagar essa compra. É melhor que usar o cartão de crédito no exterior. Tiramos do cliente o problema da oscilação da moeda — disse, mas sem detalhar qual a participação das compras com cartão de crédito no total das operações da empresa.

Assim como na Get Money, o preço para quem usa o cartão é o mesmo, mas descontos, que às vezes são negociados no momento da compra, ficam restritos devido ao custo da transação eletrônica. Por outro lado, ele afirma que até o final do ano a Cotação irá fazer o parcelamento das compras com crédito.

— Estamos desenvolvendo a operação para aceitar o parcelamento com cartão de crédito. Vamos oferecer esse benefício ainda neste ano — explicou.

Quem também passou a aceitar cartão de crédito na compra de moedas estrangeiras foi a carioca DG Câmbio. As transações com pagamento por meio do plástico ficam restritas às lojas físicas, e há a incidência de uma taxa sobre a compra. No caso do pagamento pelo cartão de crédito, é acrescido 4% sobre o valor final da transação. No débito, esse percentual cai para 1% do total.

Melhor que usar o crédito no exterior

Mesmo com o custo adicional, Bruno Foresti, gerente de câmbio do Banco Ourinvest, vê uma facilidade ao consumidor que precisa viajar.

— É uma estratégia de venda por parte das corretoras e, para o cliente, é melhor do que sacar do cartão para pagar em dinheiro, o que acarretaria em juros, ou usar o cartão no exterior — disse.

A ampliação dos meios de pagamento, no entanto, não aliviam a alta recente da cotação do dólar – o dólar passou de R$ 3,30 no final do ano passado para os atuais cerca de R$ 3,90. Com essa valorização, segundo esses profissionais, quem tem viagem programada acaba comprando um pouco menos de moeda do que o planejamento anteriormente.

Para quem ainda busca o destino, cresce a procura por moedas de países próximos, que permitem um custo menor de viagem.

Para driblar essa forte volatilidade, o o banco Inter fechou uma parceria com a Picchioni Câmbio para a compra de dólar e euro, em que é dado um desconto de R$ 0,08 para cada euro ou dólar comprado, restrita a clientes da instituição financeira e válida apenas para o mês de julho. No entanto, segundo Priscila Sales, superintendente de marketing do Inter, o banco deverá fazer promoções parecidas em momentos de forte demanda por viagens, como feriados e a temporada de verão.

A promoção é restrita aos clientes do banco e que fazem o pagamento com o Interpag, uma solução disponível no aplicativo em que, por meio de um QR code, o valor da compra sai da conta do cliente e é transferido para a conta da casa de câmbio.

— Estamos aproveitando esse período de férias e vamos aproveitar momentos de maior demanda por viagens no exterior para fazer alguma promoção para o uso do Interpag — disse, se referindo ao sistema de pagamentos eletrônicos do banco, que é feito por meio de celular com o uso de “QR Code”.

Nessa promoção, o correntista do banco Inter precisa ir até uma loja da Picchioni Câmbio para comprar a moeda estrangeira e realizar o pagamento por meio do celular, por meio do Interpag, para ter o acesso ao desconto. Os recursos são transferidos automaticamente da conta do cliente para a conta da corretora.

Fonte: Agência O Globo

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