quarta-feira, fevereiro 20, 2019
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Ex-presidente da licitação de transportes diz ter sido vítima de ameaças

 

 

 

 

 

 

 

 

Galeno narrou ter sido seguido de carro até sua residência, que fica a 70 Km de Brasília, por três vezes

cpi
CPI dos transportes do DF

 

 

Começaram a ser ouvidos na manhã desta quinta-feira (25) os responsáveis pelo processo licitatório que renovou a frota de ônibus do Distrito Federal, alvo de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Transporte Público, da Câmara Legislativa. O então presidente da comissão especial de licitação, Galeno Furtado Monte, disse ter sido vítima de ameaças de morte e perseguição. Galeno narrou ter sido seguido de carro até sua residência, que fica a 70 Km de Brasília, por três vezes.

 

O ex-presidente da licitação negou ter recebido qualquer tipo de pressão ou influência do secretário de Transportes, José Walter Vazquez, sobre os trabalhos da comissão de licitação. Galeno também negou que o advogado Sacha Reck tenha tentado influenciar os trabalhos da Comissão, porém admitiu que ele orientou os trabalhos iniciais do colegiado.

 

De acordo com o ex-presidente da licitação, que não compareceu à última oitiva da CPI, o secretário de transporte nunca esteve sequer na sala de trabalhos da Comissão. Galeno, no entanto, confirmou a participação efetiva de Sacha Reck no processo licitatório. “Ele fazia toda a parte jurídica, elaborava todas as atas e nós assinávamos. Ele era nosso âncora, até porque nenhum membro da comissão tinha experiência com licitação. Todas as nossas dúvidas eram levadas ao Sacha, ele era nosso consultor e tinha acesso a todos os documentos”, afirmou.

 

Durante arguição feita pela deputada Sandra Faraj (SD), Furtado reiterou que não recebeu vantagens financeiras ou favores, como cargos, para atuar no processo licitatório. Faraj disse “estranhar a escolha de um presidente sem experiência na área para atuar em licitação tão vultosa”. Ele respondeu que sua participação se limitava a aplicar o edital. Galeno Monte afirmou ainda ao deputado Renato Andrade (PP) que autoriza a abertura dos seus sigilos bancários, fiscal e telefônico.

 

 

Informação do JBR

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