quinta-feira, julho 18, 2019
Início > Economia > Greve dos caminhoneiros reflete em falta de combustível no interior de Goiás

Greve dos caminhoneiros reflete em falta de combustível no interior de Goiás

Iniciado na segunda-feira (21) o movimento grevista de caminhoneiros bloqueia rodovias federais e estaduais em todo o País. Até as 17h40 de quinta-feira (24), segundo a Confederação Nacional de Transportadores Autônomos, haviam 24 barreiras em Goiás e 506 no Brasil. Dados da Polícia Militar (PM) goiana atualizados nesta manhã, apontam para a existência de pelo menos 30 pontos de manifestação em rodovias estaduais. O bloqueio do transporte de bens e produtos gerado pela luta contra sucessivos aumentos no valor dos combustíveis – especialmente do diesel –  reflete na falta de combustíveis e até de alimento em todo o País. Em Goiás, dos 1.600 postos, 15% está sem algum tipo de combustível.

O problema é mais intenso, segundo o Sindiposto, no interior, em cidades do Sul/Sudoeste, como Rio Verde, Jataí, Mineiros, Catalão e Santa Helena; assim como municípios do entorno do Distrito federal, como Luziânia, Valparaíso e Formosa. Em Goiânia, cerca de 20 dos cerca de 270 postos estão sem algum tipo do recurso.  Conforme explicita a PM, a passagem de veículos de emergência, de passeio e com carga viva está sendo permitida e os pontos de manifestação estão sendo monitorados. Por enquanto, não há ordem para desmobilizar as paralizações.

De acordo com o presidente do sindicato, Márcio Andrade, enquanto a falta de combustíveis é generalizada no interior, em Goiânia, a situação ocorre com Etanol. “Há combustível, mas caminhões que carregam os fluidos não tem passagem permitida. Por isso, o recurso não consegue vir do interior e caminhões vazios também são impedidos de irem buscar mais. Em Goiânia, o problema ainda é ocasional e varia durante o dia. Falta em um pela manhã, em outro à tarde e assim sucessivamente”.

Segundo Andrade, pelo menos em Goiânia, o movimento não causou alta nos valores praticados pelo mercado. “O único reflexo gerador de aumentos vem dos aumentos acumulados da Petrobrás, que repassa os valores diariamente, desde 1° de julho de 2017. Com a adoção dessa política de variação diária, nesse período, o preço da gasolina já aumentou mais de 56%, sendo que postos repassam uma média de 25%. Absorvemos o aumento e estamos trabalhando no vermelho, por isso apoiamos o movimento grevista”.

Agentes do Procon Goiás iniciam, nesta manhã, levantamento para saber qual é o impacto do movimento nos valores dos combustíveis. Enquanto a apuração ainda é realizada, a entidade alerta motoristas para que denunciem preços abusivos pelo telefone 151 ou pelo Procon Web, além de fotografar e guardar comprovantes de pagamento que confirmem a situação.

No Setor Aeroporto, no início da manhã, o frentista de um posto afirmou que as bombas de gasolina estão secas. Ele que não quis se identificar, revelou ainda que a unidade ficará totalmente sem recursos na tarde desta sexta-feira (25), caso a situação não mude.

Composição do preço

Andrade explica como funciona a construção do preço da Gasolina. Enquanto 44% do valor é composto por impostos federais e estaduais, 29% é participação da Petrobrás no preço na bomba, 13% em razão da mistura de etanol anidro, e outros 14% representados pela margem da distribuidora, margem dos postos e frete. “Dos 14%, apenas 7% ficam com o posto, o que ainda deve servir para pagamento de despesas. A política da Petrobrás e os altos impostos prejudica a todos. Empresários não conseguem repassar os aumentos, ficam sem capital de giro e previsibilidade. Consumidor, o mais prejudicado, fica com esse preço inviável”.

Fonte: Mais Goiás

Compartilhe em suas redes sociaisShare on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Pin on Pinterest
Pinterest
Share on Tumblr
Tumblr
Share on LinkedIn
Linkedin

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *