terça-feira, agosto 20, 2019
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Hello! Adele sai como grande vencedora do Grammy Awards 2017

Não deu Beyoncé! A cantora britânica Adele foi o destaque da 59º edição do Grammy Awards, que aconteceu neste domingo (12). Com o hit “Hello” e o álbum “25”, Adele levou para casa cinco gramofones: Melhor Álbum Pop Vocal, Melhor Performance Pop Solo, Música do Ano, Gravação do Ano e Álbum do Ano. Das nove indicações de Beyoncé (a mais indicada da noite), a popstar conseguiu levar apenas duas: Melhor Videoclipe, com “Formation” e Melhor Álbum Urban/Contemporâneo, com “Lemonade”.

Agora, a britânica se iguala a Taylor Swift no recorde de mulheres que ganharam o prêmio mais importante da noite. Ambas têm dois gramofones nessa categoria: Adele com “21” e “25”, e Taylor com “1989” e “Fearless”. Ao aceitar o prêmio, Adele afirmou que não o merecia, comparando seu disco ao de Beyoncé. “Lemonade foi monumental! O que você (Beyoncé) fez, seu trabalho de empoderamento, foi incrivel”, disse.

Coleção de gramofones

Quem também se destacou foi David Bowie com o álbum “Blackstar”. O único Grammy que o cantor ganhou em vida foi em 1984, pelo videoclipe “Jazzin for Blue Jean”. Em 2017, de maneira póstuma, ganhou cinco: Melhor Música de Rock, Melhor Álbum de Música Alternativa, Melhor Performance de Rock e Melhor Pacote de Gravação e Melhor Produção de Álbum Não-Clássico.

Os novatos também não desapontaram. Chance The Rapper (um artista independente, sem gravadora) abocanhou os Grammys de Artista Revelação e Melhor Álbum de Rap. O duo The Chainsmokers, que também concorria ao prêmio “dos calouros” levou Melhor Gravação Dance. E Maren Morris, outra cotada para a categoria, levou Melhor Performance Solo de Country, desbancando nomes consagrados como Miranda Lambert, Carrie Underwood e Keith Urban.

Muita música ao vivo

Lady Gaga e Metallica cantaram “Moth into Flames” (Foto: Kevin Winters/Getty Images)

Este ano, a cerimônia do Grammy Awards apostou bastante em performances, já que a maioria dos vencedores havia sido anunciada no Pré-Grammy. Quem abriu o show foi Adele, cantando o hit “Hello”, seguida por The Weeknd e Daft Punk. Mais tarde, a britânica voltou para um tributo a George Michael e, durante esta performance, emocionada e fora do tom, pediu para pararem de tocar e recomeçassem a canção do início. “Isto é muito importante e não quero decepcioná-los”, disse.

O público, no entanto, estava ansioso mesmo por Lady Gaga e Metallica que, sem dúvidas, formavam a parceria mais inusitava da noite. Eles cantaram “Moth into Flames”, single da banda de rock lançado em 2016. Gaga roubou a cena, mas não pelos adereços extravagantes que costuma usar (até porque ela não usou nada de mais), e sim porque o microfone de James Hetfield, vocalista da Metallica, falhou no início da performance. Tirando este pormenor (contornado com Gaga e Hetfield cantando de rosto colado), teve bate-cabelo, mosh no público e muitas labaredas no palco.

Katy Perry também era uma das mais aguardadas. Como era esperado, a popstar cantou seu novo single “Chained To The Rhythm”, uma parceria com Skip Marley. A música, segundo a cantora, tem cunho político e, em protesto, foi performada com Perry entrando e saindo de um lugar cercado. Era uma alusão ao muro que o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu construir na fronteira entre seu país e o México.

No entanto, enquanto Katy foi mais sutil, Tribe Called Quest e Anderson .Paak (que estavam acompanhados de Busta Rhymes) foram mais ácidos. “Eu quero agradecer ao presidente ‘agente laranja’ por perpetuar o mal que ele tem feito pelos EUA. Eu quero agradecer ao presidente agente laranja por sua tentativa frustrada de banir os muçulmanos. Agora vamos nos unir”, disse Rhymes.

Surpresa (ou nem tão surpresa assim)

Inspirando-se em imagens femininas religiosas, Beyoncé fez medley com músicas do disco “Lemonade” (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Como imaginado, a performance não divulgada oficialmente – que, teoricamente, seria surpresa – foi de Beyoncé. A cantora fez um medley das das músicas do álbum “Lemonade”, mais ou menos como fez no Video Music Awards (VMA) há alguns anos com o álbum “Beyoncé”.

Desta vez, no entanto, não houve coreografias complexas, nem troca de figurinos. Grávida de gêmeos, Queen B (como a cantora foi chamada nas redes sociais durante a premiação) fez uma apresentação comportada, focada no imagético da gravidez e também do religioso feminino, performando as canções “Love Drought” e “Sandcastles”.

Homenagens

Bruno Mars encarnou Prince para tributo e cantou “Let’s Go Crazy” (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Este ano a premiação pensou de um jeito especial em três artistas: Bee Gees, Prince e George Michael. Este último, como comentado, teve sua música interpretada por Adele. Para honrar Prince, a produção do Grammy convidou a banda The Time, cujos integrantes eram amigos próximos do compositor de “Purple Rain”. E, quando eles terminaram de cantar, Bruno Mars, vestido exatamente como Prince, começou a cantar e tocar “Let’s Go Crazy”, hit de 1984.

Para homenagear os Bee Gees e o 40º aniversário do filme “Nos Embalos de Sábado à Noite”, Demi Lovato cantou “Stayin Alive”. Quando terminou, Tori Kelly fez sua própria releitura de “Tragedy”, seguida de Little Big Town com o clássico “How Deep Is Your Love” e Andra Day com “Night Fever”.

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