quarta-feira, outubro 23, 2019
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Lula: “Não elegemos uma revolucionária para permitir que ela fracasse”

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Lula cobra Dilma: “Deve anunciar alguma política de desenvolvimento”

Em evento em SP, ex-presidente sugeriu que o fracasso de Dilma pode significar o fim do PT. “Não elegemos uma revolucionária para permitir que ela fracasse”, disparou


Jornal GGN – Em evento para petistas na capital paulista, na noite de sexta-feira (24), o ex-presidente Lula cobrou reação de sua sucessora no Planato, Dilma Rousseff, que enfrenta uma crise política e dificuldades econômicas que têm reduzido sua popularidade. Segundo Lula, Dilma precisa dar sentido ao segundo mandato, lançando mão de mais diálogo com o Congresso e dizendo à população quais serão os novos projetos encampados pelo governo.

Para Lula, o PT não elegeu “uma revolucionária” para depois assisti-la “fracassar” e levar o partido junto. “Eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar”, disse. “Eu sou um dos pais do PT e um dos filhos desse partido. E eu não pretendo deixar ele acabar. Nós vamos ressurgir ainda mais fortes”, acrescentou.

“Nós precisamos  a começar a dizer o que vamos fazer no segundo mandato. Qual é a nossa política de desenvolvimento que vamos colocar em prática, qual é o tipo de indústria que vamos incentivar”, afirmou  Lula, para militantes, dirigentes e parlamentares petistas, reunidos na quadra do Sindicato dos Bancários. As informações são do Valor Econômico.

O ex-presidente também afirmou que petistas têm reclamado que não têm ferramentas para defender Dilma no momento atual. Diante do desgaste, Lula sugeriu que o caminho é “inovar”. “Segundo Lula, não adianta Dilma ficar falando de bandeiras de governos passados, como o Bolsa-Família, a política de valorização do salário mínimo e o Luz Para Todos”, porque o povo agora quer mais, publicou o Valor.

“Tenho certeza de que se ela está tendo dificuldade, em vez de se afastar tem que chegar junto e empurrar para que ela continue sendo a Dilma que nós elegemos para presidente da República”.

Vaccari e Lava Jato

Lula aproveitou a ocasião para sair em defesa do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso na semana passada pela Operação Lava Jato, sob acusação de ter participado de esquemas de desvio de recursos da Petrobras, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A investigação tenta descobrir se o dinheiro arrecadado por Vaccari para as campanhas eleitorais de 2014 tem origem ilícita.

O ex-presidente insistiu que os recursos que Vaccari levantou junto às empreiteiras tem o mesmo caráter que as doações feitas pelos empresários a todos os outros partidos. “Será que o companheiro Vaccari pegou algum dinheiro que estava escrito que é propina? Ou ele pegou a mesma nota que pegou qualquer outro candidato deste país? Há muito tempo estou dizendo que estão querendo criminalizar o PT”, disparou Lula. Para ele, não só Vaccari merece defesa, mas o próprio PT, “até que se prove o contrário”.

“O grave é que neste momento o dinheiro do PT é amaldiçoado e dos outros, santificado. Parece que a campanha dos nossos adversários foi feita com dízimo. Que o dinheiro dos outros foi vendendo churrasco nas quermesses de São João e Santo Antonio. Isso implica que a gente tem que ter claro que o PT tem se ser diferente.”

Terceirização

Segundo a assessoria do ex-presidente, ele também falou sobre a PL 4330, o projeto de lei recém aprovado na Câmara dos Deputados que facilita a terceirização. Lula disse que os trabalhadores precisam se unir, pois “não queremos ver aprovada uma lei que retrocede os direitos dos trabalhadores para antes de Getúlio Vargas”.

 

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