quarta-feira, outubro 16, 2019
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Órgão eleitoral venezuelano diz que validação de assinaturas para referendo começa dia 20

Redação | São Paulo
Segundo reitor do Conselho Nacional Eleitoral, processo para validar firmas que pedem referendo revogatório de Nicolás Maduro será realizado entre 20 e 24 deste mês

“De segunda-feira, dia 20, até sexta-feira, 24 de junho, será o período da fase de validação”, informou Rondón à imprensa na sede principal do CNE em Caracas.

Rondón indicou que 1.352.000 pessoas deverão validar suas assinaturas nesse período, depois que suas rubricas passarem por todas as provas do Poder Eleitoral para verificar sua autenticidade.

A coalizão MUD (Mesa da Unidade Democrática), que reúne os partidos de oposição a Nicolás Maduro, pressionava para o CNE fixar uma data para iniciar a validação das 1,8 milhão deassinaturas entregues em 2 de maio.

Rondón informou também que a presidente do CNE, Tibisay Lucena, fará nesta sexta-feira (10/06) o anúncio formal sobre o início desta etapa. O processo permitiria iniciar uma nova fase do processo, na qual a oposição deverá obter quatro milhões de assinaturas.

A partir do dia 20, os eleitores que assinaram a petição para solicitar o referendo deverão comparecer aos centros designados pelo CNE para confirmar, com suas impressões digitais, que apoiam a ativação do instrumento.

Se as firmas forem validadas, a oposição prevê que as novas assinaturas (que deverão equivaler a 20% do censo eleitoral) sejam coletadas em julho, e que uma “campanha” ocorra entre os meses de agosto e setembro.

“E em outubro, nós, os venezuelanos, poderemos fazer o referendo revogatório”, afirmou o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba.

O governo de Maduro, por sua vez, afirma que há irregularidades nas assinaturas apresentadas pela oposição. Segundo o prefeito de Caracas e coordenador da Comissão de Verificação de Assinaturas, Jorge Rodríguez, há firmas falsas na petição que reivindica o referendo.

Rodríguez, que faz parte do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), de Maduro, disse que na lista há assinaturas de pessoas que já morreram, que não têm registro eleitoral e casos em que não constam as impressões digitais ao lado das firmas.

De acordo com a Constituição venezuelana, caso ocorra um referendo a partir de janeiro de 2017 e com resultado favorável à saída de Maduro, quem assume é o atual vice-presidente, Aristóbulo Istúriz (PSUV), sem que sejam convocadas novas eleições presidenciais. Por essa razão, a oposição tem interesse em acelerar o processo.

Nesta quinta-feira, em um discurso no Palácio Miraflores, Maduro condenou a violência “em todas as suas formas”, em referência às denúncias de deputados opositores que teriam sido reprimidos pela polícia nacional em frente ao CNE.

“Condeno a violência em todas as suas formas, quero um país de paz, quero que o povo garanta a paz (…) Peço para que a população jamais caia em provocações da direita, digo novamente: Não podemos cair nesta situação que busca semear uma espiral de violência nas ruas”, disse. “A Venezuela está em paz e seguirá assim apesar deles [oposição]”, afirmou.

Na quarta-feira (09/06), o líder da oposição, Henrique Capriles, recusou a proposta de Nicolás Maduro para chegar a um acordo com a oposição do país.

 

(*) Com Agência Efe

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