sábado, julho 20, 2019
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PF PODE TER AUMENTADO EM 10 VEZES VALOR DE REFORMA EM SÍTIO

Sogro do empresário Adriano Fernandes dos Anjos falou com a reportagem da Folha de S. Paulo sobre o suposto pagamento de R$ 550 mil de empreiteiras para que ele reformasse “o sítio usado pelo presidente Lula”; aposentado confirmou que o genro trabalhou no local, mas negou que ele tenha recebido tanto dinheiro pelo serviço; “Foi algo entre R$ 35 mil e R$ 70 mil. Meu genro só tem dívidas e vontade de trabalhar”, disse

Jornal GGN – O sogro do empresário Adriano Fernandes dos Anjos, falou com a reportagem da Folha de S. Paulo sobre o suposto pagamento de R$ 550 mil de empreiteiras para que ele reformasse “o sítio usado pelo presidente Lula”.

O aposentado confirmou que o genro trabalhou no local, mas negou que ele tenha recebido tanto dinheiro pelo serviço “Foi algo entre R$ 35 mil e R$ 70 mil. Meu genro só tem dívidas e vontade de trabalhar”, disse.

Da Folha de S. Paulo

Sogro de responsável por obra em sítio nega pagamento de R$ 550 mil

Por Wilhan Santin

Uma casa simples, em uma rua sem asfalto, na periferia da cidade de Colorado (noroeste do Paraná), é a sede da empresa Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de Estruturas Metálicas.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal no escritório do pecuarista José Carlos Bumlai, segundo o jornal “O Globo”, indicam que a empresa recebeu R$ 550 mil para reformar o sítio usado pelo ex-presidente Lula.

Reportagem da Folha revelou que, segundo testemunhas e depoimentos colhidos pelo Ministério Público, uma espécie de consórcio informal de empresas (Odebrecht, OAS e Usina São Fernando) dirigidas por amigos do ex-presidente bancou as obras.

A empresa de Colorado pertence a Adriano Fernandes dos Anjos, que não quis falar à Folha. O sogro de Adriano, o aposentado Antônio Miguel da Silva, disse à reportagem, no entanto, que ele nunca recebeu esse valor.

Silva afirma que o genro trabalhou no local na montagem de estruturas metálicas, como base para uma construção e que o serviço durou um mês. “Mas de jeito nenhum ele recebeu R$ 550 mil. Foi algo entre R$ 35 mil e R$ 70 mil. Meu genro só tem dívidas e vontade de trabalhar”, disse.

Adriano atualmente vive em Dourados (MS), cidade de Bumlai. Ainda segundo o sogro do empresário, a obra foi realizada há quatro anos.

“Ele abriu a empresa para prestar serviços para usinas. O endereço em que a empresa está registrada é a casa de um amigo da igreja dele, apenas para receber correspondências. E foi o pessoal da usina em que ele trabalhava no Mato Grosso do Sul que pediu para ele ir fazer a obra no tal sítio”, explicou.

A usina, segundo o sogro, é a São Fernando, de Bumlai.

Algum tempo depois, o genro teria parado de prestar serviços para a usina, mas não fechou a empresa. “Hoje ele trabalha por dia, quando aparece serviço. É um homem muito trabalhador. Nascido e criado aqui, na roça. Está muito chateado com isso”.

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