quarta-feira, novembro 13, 2019
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Presidente da Saneago diz que venda de ações não é privatização

Foi realizada nesta quinta-feira (17), uma audiência pública para debate o projeto de lei que está em análise na Comissão Mista da Assembleia Legislativa que prevê a venda de 49% das ações da Saneago, por meio da chamada Oferta Pública Inicial (IPO, conforme sigla em inglês). Dessa forma, as ações da empresa podem ser vendidas ao público em geral na bolsa de valores.

Pela segunda vez em menos de uma semana, o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, foi ao Poder Legislativo. Primeiro foi debater o assunto na Comissão Mista, agora em audiência pública.

Uma das alegações para a venda de ações da empresa é que a Saneago atende atualmente 226 dos 246 municípios em Goiás e oferece serviço de esgoto e coleta em apenas 60% do total, necessitando de muito investimento para ampliar a oferta do serviço.

Ricardo Soavinski argumentou que a venda de ações não se trata de privatização. Poucos municípios são viáveis economicamente, e é por isso que não defendemos a privatização da Saneago. Tem que ter uma visão social e ambiental, não pode ser apenas econômica. Hoje, a companhia vive com o dinheiro dela, com o que tem de receita, não depende do Governo. O que estamos propondo é fortalecer a companhia abrindo o capital”, explicou durante a audiência pública.

Criação da Companhia

O presidente da Companhia ainda argumentou que a lei que criou a companhia em 67 já autoriza a venda de capitais da empresa. “Esse projeto de lei apenas atualiza as leis as atuais condições de mercado de hoje. Ações com direito a voto, algumas outras medidas que só trazem para o momento atual. É importante que aumenta a capacidade de investimentos”, afirmou.

Debate

O projeto segue em análise na Comissão Mista da Assembleia. O deputado estadual Antônio Gomide (PT), declarou que a intenção do debate é de evitar que a Saneago tome o mesmo caminho da Celg, com a venda da empresa, e uma má prestação de serviços pela nova gestora.

“Esse é o debate que estamos propondo para ouvir todos, a empresa, os funcionários, nós temos trazido esse debate importante para fazer as modificações que foram necessárias. O governo precisa fazer caixa, não queremos que seja apenas caixa. Precisamos de investimentos em água e esgoto em Goiás. Qual é a garantia a partir disso? Esse debate precisa chegar a sociedade. Não pode ser o mesmo com a Celg. Nós não concordamos com uma privatização”, declarou o parlamentar.

Trabalhadores da Saneago acompanharam audiência. (Foto: Samuel Straioto)
trabalhadores saneago

Trabalhadores

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas em Goiás (STIUEG), João Maria de Oliveira, a preocupação do debate é válida, pois a Saneago tenta a renovação de contrato com vários municípios, incluindo Goiânia. Ele teme por um prejuízo na vida dos trabalhadores.

“É preocupante no momento em que estamos defendendo uma política de saneamento. Em Goiás há mais de 70 contratos a serem renovados com os municípios. Não queremos que se repita o mesmo erro da Celg e que isso não afete os trabalhadores”, ressaltou.

Histórico

A projeção de vendas das ações da Saneago, começou ainda na gestão do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), em 2017. A época, foi emitido um comunicado que afirmava que a Saneago iria se preparar para a oferta pública de ações. A intenção era de vender 25% das ações, com possibilidade de ampliação até 49%. Mas o plano não avançou.

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