domingo, maio 26, 2019
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Racionamento de água no DF gera transtornos nas casas e até na saúde pública

Conviver com as torneiras vazias uma vez por semana é um desafio para os brasilienses. O inédito racionamento na capital do Brasil provoca reações e consequências diversas: estoque de água por temor da ausência completa, captação por meio das chuvas de verão, vendas e prejuízos no comércio e até mesmo atendimento interrompido em unidades médicas. Ontem, a primeira leva de regiões viu o abastecimento retornar aos poucos, ao mesmo tempo em que outros moradores iniciaram a vivência na restrição hídrica. Será assim por tempo indeterminado.

Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria passaram o dia sem água fornecida pela Caesb. A água estava escassa nas torneiras dessas regiões enquanto Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II tinham o abastecimento retomado gradativamente. Hoje é a vez do Gama.

 

Apesar de o governo garantir que unidades de saúde e escolas seriam abastecidas com caminhões- pipa, a maior Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do DF, em Ceilândia, ficou com o abastecimento interrompido por quase 30 horas. Segundo funcionários, faltou até para higiene básica. O Sindicato dos Médicos (SindMédico) fez a denúncia e garantiu que a situação ocorreu em pelo menos em mais um lugar: no Centro de Saúde 4.

“É impensável que uma unidade de saúde passe por uma situação dessas”, criticou a professora Amanda Sales, 36 anos, que está com a avó internada na ala amarela da UPA. A idosa não recebeu o banho matutino. “Tem de haver alternativa para não desabastecer”, reclamou. O atendimento foi interrompido pela manhã e, à tarde, mesmo com três clínicos, a sala de espera estava lotada.

A Superintendência de Saúde da Região Oeste da Secretaria de Saúde informou que o atendimento ficou restrito a pacientes graves. “O fornecimento de água foi liberado às 8h, no entanto, não havia pressão suficiente para encher a caixa d’água. A Gerência da UPA fez dois chamados à Caesb, que enviou o novo caminhão-pipa por volta das 12h”, afirmou a pasta, em nota. A companhia admitiu “dificuldade” no abastecimento, mas garantiu caminhão-pipa para os próximos ciclos do plano de rodízio.

Postado originalmente por: Jornal de Brasília

 

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