sábado, agosto 24, 2019
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Trabalhadores goianos em Educação iniciam adesão à Greve Geral de sexta-feira (14)

Dificilmente os docentes da Universidade Federal de Goias participariam da Greve Geral de trabalhadores programada para a próxima sexta-feira (14). Isso porque como previu a própria classe, menos de 30% dos sindicalizados, segundo estatuto do Adufg-Sindicato – quórum mínimo para adesão em greves – compareceu ao plebiscito realizado na sede do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) na tarde de terça-feira (11) para tratar do assunto. Uma manobra antecipada, entretanto, permitirá a participação.

Prevendo que a quantidade mínima de sindicalizados apareceria para votar a questão, a categoria antecipou a aprovação de uma paralisação para a mesma data em uma assembleia realizada no último 29/5. A reitoria da instituição já foi comunicada.  O esforço se deu para engrossar o movimento nacional de trabalhadores contra o aumento do desemprego, diminuição de salários, retirada de direitos trabalhistas, cortes da educação pública e reforma da previdência, entre outros.

De acordo com o presidente da entidade, Flávio Alves da Silva, o governo de Jair Bolsonaro ignora direitos previstos na Constituição e promove o desmonte do Estado social de Políticas públicas. “Nossa participação coletiva é decisiva neste momento que o País tem um ministro da Educação que defende cortes. Além disso, a Reforma da Previdência e seu sistema de capitalização vai onerar os mais pobres. Vamos às ruas para mostrar que não vamos aceitar essas decisões”, afirmou o presidente do Adufg-Sindicato, Flávio Alves da Silva.

Esfera privada

No âmbito estadual, a adesão também está assegurada. O Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro Goiás) emitiu comunicado no qual confirma deliberação no último dia 7. De acordo com a entidade, com isso, trabalhadores da rede privada de ensino também poderão participar do movimento.

No que diz respeito ao Sinpro, a classe presente irá se manifestar, principalmente, contra a reforma previdenciária. Conforme expõe nota divulgada no site da instituição, a categoria teme que nos novos moldes propostos a aposentadoria nunca ocorra.

“Se atualmente a categoria se aposenta com salário integral com 25 anos de contribuição para as mulheres e 30 para homens, sem limite de idade, a proposta do governo exige idade mínima de 60 anos para a professora ou professor se aposentar, com 30 anos de contribuição e trabalhando exclusiva e interruptamente no magistério”, reforça o documento.

Greve Geral

Entres as categorias que já anunciaram participação em Goiás no campo da Educação estão ainda técnicos administrativos e docentes da UFG e institutos federais, professores e técnicos da rede pública estadual e municipal.  Para além disso, bancários, metalúrgicos, trabalhadores da Saneago e extinta Celg também já confirmaram presença.

Ao todo, movimentações correlatas ocorrerão em pelo menos 30 cidades goianas. Entre elas estão Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Jataí, Catalão, Seres, Uruaçu, Formosa, Luziânia e Senador. As informações são do Fórum Goiano Contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, coletivo de centrais sindicais responsável pelo movimento aqui no estado.

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